26/07/2011

CORPOREIDADE


Não tenho um corpo.
Eu sou um corpo.
A materialidade que fala
                 Que pensa
                 Que chora
                 Que come
                 Que dorme.

Amo o que posso tocar,
E a possibilidade do carinho me faz amar.

Desejo o que posso comer.
Revolto-me contra o que posso lutar.
E gozo no espaço que adentro
Onde lá de dentro, sinto.
No contato do sabor,
Que pede mordidas.
E que delira na dor.
Na ferida de sangue e de esperma.