27/08/2012

CIGARRO


De vez em quando volta.
Quando fecho os olhos,
Ou quando os deixo abertos.
Não tento fugir,
Não tem como se esconder,
Isso nos persegue,
Em  todos os lugares.
Se pudesse tiraria do peito,
Mas como tirar algo tão belo.
Já é minha vida,mesmo que não viva.
É vício que faz respirar.
É meu cigarro,
E antes, prefiro me acabar,
que apagar a chama.
Prefiro morrer de dor,
A ter um amor tranquilo.
Pode cortar,pode sangrar,
Pode ser ridículo,pode ser bobeira.
Mas todo o prazer que consigo,
Não consegue ser maior,
Que a chama que faz a pele queimar.