26/08/2012

ESCUTA... PORRA.


As pessoas deveriam escrever nos seus perfis e na própria testa o seguinte: 

-Não quero saber o que você pensa,estou aqui para ri daquilo que se mostra engraçado e chorar daquilo que é facilmente identificado como triste. Não quero problematizações, conflitos ou qualquer outra coisa que venha colocar dúvidas em minhas certezas. 

É perceptível a incapacidade que as pessoas tem de manterem um diálogo, que envolva ideias contrastantes com as suas visões de mundo. Tudo parece girar sempre em torno dos mesmos temas,das certezas petrificadas e assumidas como únicas. A multiplicidade não parece fazer parte da mentalidade compartilhada nas Redes Sociais. Os espaços virtuais se mostram palcos de liberdades que invés de implantarem uma vontade de interação com o diferente,são responsáveis por atribuírem um paradigma de bloqueio do horizonte perceptivo. 

A vontade é de dizer:

-Fiquem com suas certezas. Com seus espaços virtuais que imitam os lugares concretos,onde suas rotinas giram sempre em torno do mesmo eixo,do nascimento a morte.

Mas o que tenho a falar é bem diverso: 

-Não tenho medo do que sinto e penso, sobre a vida e os outros. Não tenho medo de falar,as vezes não falo porque os espaços não permitem,e o melhor a fazer nesses casos, é fingir. Minha cara não me assusta,minha feiúra é companhia de todos os dias e aprendi a amá-la. Por isso mesmo gosto tanto do estranho do bizarro e de tudo que é colocado nas margens do pensamento. 

As pessoas não suportam o diferente, principalmente devido a incapacidade de reconhecerem a si mesmas. A insegurança de lidarem com o próprio cheiro , impede que sintam novos aromas e texturas.