25/11/2012

O DESTINO DOS SELVAGENS





O rosto de uma criança encostado no colo de sua mãe,
Um dia ensolarado,
Uma sinfonia desconhecida sendo interpretada na praça,
Todas as escolas e igrejas fechadas.
Todos os sonhos na palma da mão e um mundo a ser inventado.
Toda a dor de cabeça empenhada em desfazer e criar.
O corpo pulando do trigésimo andar de um prédio que não foi construído.
Não admitir ver somente isso e ser apenas o que si é,
Mas vir a ser bem mais até a falta de medida,
Mais que a vida que os filmes prometeram.
Ser o resultado de todas as revoluções,
E mesmo assim não ser grande coisa.
Onde todos se esconderam ?
Onde foi parar a vontade de não se entregar ?
Quando foi que o erro fez perder o direito de errar ?
Será mesmo que a história acabou ?
Que o sonho se fez pesadelo ?
Que a inteligência tirou a mobilidade ?
Que a informação em excesso levou a curiosidade ?
Parem já essa máquina atroz,
Parem tudo para  ver a folha cair,
Ouvir a criança chorar e sentir o gosto d' água gelada,
Parem tudo que se for pra continuar assim,
É melhor ficar no meio do caminho,
Esperando o próximo carro passar por cima.