13/01/2014

SOBREVIVENTE


Na velocidade,
da melodia,
da bala engatilhada,
prestes a sangrar,
o coração amante,
de um soldado vencido,
de um homem cansado,
de um filho abandonado
de um bêbado sóbrio,
que canta e chora
a lágrima de um riso seco.
Desaprendeu a sonhar,
e corre pelo mundo,
para se perder si,
enquanto  busca ninguém,
pra lhe cuidar as feridas,
e lhe beijar os pontos sensíveis,
que a guerra tentou devorar,
mas que pedem o carinho,
o envolvimento de braços,
do corpo quente de mulher,
prestes a contar-lhe os problemas,
para que ele volte a ter os seus.