12/09/2014

EM DEFESA DAS COTAS



Que vivemos numa sociedade marcada pela desigualdade não é novidade nem fruto da imaginação fértil de comunistas com prisão de ventre. O tema é recorrente; desigualdades de classes, étnicas de gênero entre outras, ocupam a fala dos mais proeminentes intelectualóides da estratosfera, sejam eles de esquerda, direita ou traseira, como uma verdadeira indústria da miséria e da compaixão remunerada, em que a defesa das cotas é visto como uma das principais fontes de salvação e redenção desse amontoado de coisas dispersas chamada humanidade.
O presente texto é como muitos outros, uma defesa das cotas raciais, mas nesse caso, levada as últimas consequências, abrangendo do cotidiano a prestação dos serviços públicos mais triviais. De modo a sanarmos a dívida histórica que os brancos pobres ou ricos devem aos seus ex-escravos e agora livres pobres ou ricos negros de favelas ou condomínios praianos.
O Brasil é o um pais de tradição escravocrata, antes indígenas e negros africanos, hoje negros de pele branca, amarela, parda que herdaram as benesses de serem os netos dos dominados e, portanto  beneficiados com o programa das cotas,desde que não tenham sofrido alteração na quantidade de melanina e de negritude, devidamente comprovada por uma maior proximidade da tonalidade da pele com o preto em contraste obviamente com o branco, assim como as letras deste texto,se destacando sobre o mar branco de uma folha pálida descendente das cartas de propriedade sobre escravos...Negros.
Já temos as cotas para acesso a cursos universitários, agora cotas para acesso aos cargos do serviço público, mas ainda é pouco. É preciso levar a lógica das cotas para o dia-a-dia e compensar os negros de pele negra por séculos de serviços forçados, maus tratos e de uma herança maldita, causada pela opressão dos avôs brancos dos brancos de pele branca de hoje em dia.
Por tudo já dito é necessário o incremento das seguintes cotas, ou se preferirem compensações, para que as compensações do passado sejam anuladas e assim futuramente outras compensações venham reequilibrar as compensações de hoje e assim quem sabe um dia poderemos ter um mundo em que homens livres possam oprimir seus iguais.
1- Fila especial para negros e indígenas em agências bancárias e pontos de atendimento de qualquer espécie. Sendo que os favorecidos tanto possam ocupar um lugar na fila comum, como se desejar, ter o seu atendimento especial.
B) Assento diferenciado no transporte público com desconto de 50% sobre a tarifa normal. Tendo cada veículo pelo menos 20% dos assentos da frente reservados para negros e indígenas.
C) Lugar especial em pontos de estacionamentos para veículos manobrados por negros e indígenas.
D) Atendimento prioritário para negros e indígenas no Sistema único de Saúde- SUS, com distribuição de cartões e senhas personalizados para os mesmos.
E) Porte de arma facilitado para negros e indígenas com o intuito de promover a sensação de segurança daqueles que tanto foram violentados pela superioridade bélica de seus inimigos.
F) Cela especial para negros e indígenas com tratamento de qualidade, inversamente proporcional ao oferecido para negros de pele branca.
G) Bolsa alimentação no valor de 1000,00 reais para famílias predominantemente constituídas por pessoas negras, de modo que os membros negros de pele alva da família não possam gozar do benefício de forma alguma.
H) Preenchimento das vagas das escolas públicas na seguinte ordem de prioridade: negros, indígenas, pardos e brancos.
I) Grafar na moeda corrente a expressão “Orgulho negro”.
As medidas acima levantadas levam em consideração aspectos histórico, econômicos, raciais e oníricos e tendo em vista a redenção futura dos males causados no passado se propõe a fazer dos homens e mulheres de hoje as cobaias de uma nova experiência, em que ratos brancos identificados como possuidores do Gene da psicopatia histórica conspiratória serão colocados em um cilindro e afastados do convívio com os ratos negros sadios. Na experiência se verificará que alguns ratos brancos devido a banhos em perfumes Franceses, acabarão se livrando do Gene da psicopatia histórica conspiratória e outros ratos negros de constituição física deficitária não poderão ficar livres devido à possibilidade de serem contagiados e passarem o gene para os seus pares. Assim de um lado teremos ratos brancos e negros sadios e livres e de outro, ratos brancos doentes, sobrevivendo ao lado de ratos negros propensos a serem contagiados por uma espécie de Gene malévolo com superpoderes.
O intuito da experiência, obviamente não é eliminar o Gene com superpoderes, mas criar a doença, produzir e vender o remédio, criminalizar a cura, dominar o mercado e ordenar as relações entre ratos a partir de uma base legal para que os ratos brancos e negros que venham a nascer, tenham um mundo em laboratório menos desigual e cada vez mais distante.