26/07/2015

A Paixão do Pessimismo




Esta puta chamada vida,fingida como se fosse criatura de importância. Mas que não passa da mais reles das vadias, que vaga em busca do mais sublime gozo . Quando mais mereceria tapas de fúria e desdem. Alguns esperam dela a paz dos mortos,outros a encobrem com a mais colorida veste. Quanto a mim, suporto para em seguida cupi-lhe na cara,tirando-lhe as veste e estuprando-lhe os ideais,até ficar completamente nua e com cheiro de toda a porra do mundo,para que assim possa pintar-lhe com meu próprio sangue.

O segredo da vida é encontrar a sua própria forma de estraga-la, de desvia-la da mesmice ,da rotina impregnada nos passos.

Mas o que estou a dizer ? Não há fundamento em nada,na vida e no texto. A vida é carnificina,lâmina perpassando a carne; rasgada, dilacerada e em breve sem vida. 

A vida humana em si, em nada é mais válida para o universo que a de uma barata,rato ou suino. Tão inútil como qualquer bactéria,vírus ou fungo, em nada acrescenta a ordem cósmica. Como uma flatulência sem emissor e receptor . Um peido sem destino,desfazendo-se em meio a poeira .

Mas do que vale o universal a ordem das estrelas,além do desconforto de um astro que queima a pele. Eu sou essa barata em meio a outras, esse roedor com mania de nobreza, suíno imundo de paleto e gravata, com vinte rosas mortas compondo um buque a ser entregue ao um grande amor,que nesse momento se veste especialmente para encontrar e beijar-me o rosto com aquele carinho todo especial por este apaixonado que vos fala.